“Uber das bikes” é sucesso na China e pode vir à Am. Latina

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A Ofo é a maior empresa de bicicletas compartilhadas do mundo e surgiu em 2014 quando um jovem chinês procurou inventar um sistema que não se limitasse às estações fixas para pegar e retirar o equipamento. Hoje, a companhia possui um valor de mercado que ultrapassa os US$ 2 bilhões, uma frota de dez milhões de bikes, atende a 25 milhões de pedidos diariamente e já está presente em outros 15 países, além da China, onde foi criada.

Recentemente, a startup de Dai Wei captou US$ 700 milhões com investidores, liderados pela gigante do comércio eletrônico Alibaba, para expandir suas operações. E a principal responsável pelo sucesso do “Uber das bikes”, como é frequentemente chamada, foi a praticidade do serviço. Um aplicativo mapeia as unidades mais próximas do usuário, e quando localizada a mais perto é só aproximar o telefone de um código presente abaixo do guidão e as travas nas rodas serão soltas automaticamente. Ao fim da viagem, em qualquer lugar da cidade, o sistema eletrônico debita o valor da conta corrente ou lança a fatura no cartão de crédito. Cada meia hora de uso custa um yuan – o equivalente a R$ 0,48 pela cotação oficial.

Um milhão de bicicletas da Ofo circulam somente em Pequim e estão presentes em cidades como Seattle, nos Estados Unidos; Melbourne, na Austrália; e Praga, na República Tcheca. E, de acordo com a VP sênior, Nicole Nan, há planos de chegar à América Latina “em um futuro muito próximo” e admite a existência de conversas com os governos locais. Em todos os países onde atua, a Ofo tem operação própria, mas Nicole avisa que o estabelecimento de parcerias ou de franquias não está descartado.

A empresa oferece 15 modelos diferentes de bicicleta, justamente para se adaptar a cada mercado. A lista inclui bicicletas elétricas para enfrentar o sobe-e-desce de algumas cidades e um modelo com rodas mais grossas do que o normal, usado para reforçar a estabilidade do ciclista em praias ou regiões desérticas, de solo arenoso.

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