Tendências tecnológicas para 2018: Portugal lidera na compra de smartphones

A Deloitte divulgou as tendências globais na área da tecnologia e comunicação.Sérgio do Monte Lee explica ao Dinheiro Vivo qual o panorama nacional.

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A venda de smartphones em Portugal excede a média mundial, avança a consultora Deloitte. Estima-se que em 2023 sejam vendidos mundialmente cinco milhões de smartphones diariamente – e o nosso país tem um papel importante nestas contas. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, Sérgio do Monte Lee, Partner e Technology, Media & Telecom Leader da consultora, garante que “Portugal tem valores de aquisição e utilização destes equipamentos superiores às médias mundiais, pelo que esta estimativa é especialmente relevante para Portugal” – ainda que não seja possível adiantar números relativos especificamente ao nosso país. Outra tendência relevante mostra que dentro de cinco anos os utilizadores deverão interagir com os smartphones, em média, 65 vezes por dia. São duas das conclusões apresentadas pelo estudo global “Technology, Media & Telecom Predictions 2018”, realizado pela Deloitte. “Uma interação de 65 vezes não me parece um consumo nada excessivo, uma vez que temos no telemóvel várias utilizações como o relógio, máquina fotográfica, GPS, rádio, entre tantas outras funcionalidades”, explica Sérgio do Monte Lee. “O problema não é o número de vezes em que interagimos, mas sim as circunstâncias em que o fazemos. Não é correto fazê-lo durante a condução ou em eventos sociais, por exemplo.” Leia também: Estes são os 10 telemóveis mais vendidos no mundo A aquisição de tablets, por outro lado, deve continuar em espiral recessiva, já anunciada no estudo de 2017. Sérgio explica que este comportamento é normal uma vez que “estes aparelhos não apresentam, atualmente, nenhuma vantagem relativamente aos smartphones”. As mudanças na segurança dos dispositivos móveis Os ciberataques vão continuar a aumentar a nível internacional. O especialista da consultora prevê que “este ano será feito um investimento de 8% em cibersegurança o que representa um valor de 85 mil milhões investidos pelas empresas em proteção contra ataques informáticos”. Portugal não é por norma um dos alvos destes ataques e, a nível nacional, as empresas estão a tomar providências de segurança não por receio mas sim por causa da regulação, explica Sérgio. A partir de 25 de maio entrará em vigor o novo regulamento da proteção de dados que passará a ser aplicado diretamente nos Estados Membros da União Europeia e que prevê coimas que podem chegar aos 20 milhões de euros para empresas que não cumpram as regras. Outra das conclusões deste relatório, e que se verifica no panorama nacional, é “a queda continuada do consumo em meios [de comunicação] tradicionais nas classes mais jovens, que é substituído pelo consumo digital”, realça o mesmo responsável. Menos tolerância à publicidade e mais subscrições A 17ª edição deste estudo, que divulga as tendências na área das tecnologias, media e telecomunicações, indica que em 2018 as transmissões em direto – que englobam TV, rádio e streaming- serão responsáveis por mais de 545 milhões de dólares de receitas diretas. “Dois terços dessa receita são provenientes de publicidade associada às transmissões em direto na televisão”, esclarece Sérgio. Esta análise foi feita pela primeira vez este ano. Outro dos dados apresentados refere-se à utilização de bloqueadores de publicidade online. Três quartos dos americanos utiliza pelo menos um programa que inibe a visualização de anúncios comerciais e 10% da população, denominada de “adlergic”, fá-lo de quatro ou mais formas. O crescimento deste fenómeno é natural para Sérgio do Monte Lee, que explica que “a aversão à publicidade é transversal” a todos os meios. “O que o nosso estudo mostra é que a utilização dos softwares bloqueadores de publicidade no formato digital está a crescer mais do que no meio tradicional. Isto porque no meio tradicional já fazemos o bloqueio naturalmente há muito tempo quando mudamos de canal, recuamos ou avançamos no programa, se a box assim o permitir.” Os conteúdos por subscrição estão a aumentar e, até ao final deste ano, a Deloitte prevê que metade da população adulta nos países desenvolvidos possua duas subscrições digitais, um aumento de 20% face ao ano anterior. Até 2020 deverão existir 680 milhões de subscrições. A previsão do crescimento da tecnologia para este ano não fica só em terra e também as viagens aéreas serão visadas. Mil milhões de aviões vão ter acesso a conectividade o que representa mil milhões de dólares em receitas. 90% dos inquiridos estão dispostos a trocar um lugar melhor por outro, pior, com acesso à internet durante a viagem.
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