TAP CRESCE 30,1% NO PRIMEIRO TRIMESTRE NO AEROPORTO DE LISBOA E FICA 4,2 VEZES MAIOR QUE A RYANAIR

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Ao contrário dos ‘prognósticos’ do CEO da Ryanair, é a TAP que está a ficar maior que a low cost no Aeroporto de Lisboa, como o evidenciam os dados de tráfego no primeiro trimestre a que o PressTUR teve acesso, segundo os quais a TAP chegou ao fim de Março com um aumento de passageiros em 30,1% ou 617,5 mil, somando 2,67 milhões, enquanto a Ryanair teve um aumento em 7,5% ou 44,7 mil, para 639,5 mil.

Assim, enquanto no primeiro trimestre de 2016 a TAP transportou de/para Lisboa 3,5 vezes mais passageiros que a Ryanair, este ano a diferença subiu para 4,2 vezes.

Aliás, a Ryanair, nº 2 em Lisboa, em aumento de passageiros no primeiro trimestre até foi ultrapassada pela easyJet, nº 3, a qual teve um aumento de quase 61 mil passageiros (+13,4%, para 514,7 mil), que foi o segundo mais forte do período.

Ainda assim, também relativamente à easyJet a TAP aumentou a distância em passageiros transportados de/para Lisboa, passando de 4,5 vezes mais para 5,2 vezes mais.

Em participação no tráfego comercial total, essas tendências significaram que a TAP terminou o primeiro trimestre deste ano 3,5 pontos acima do período homólogo de 2016, com 51,6%, enquanto Ryanair e easyJet perderam, respectivamente, 1,6 pontos, para 12,3%, e 0,7 pontos, para 9,9%.

Estas descidas reflectem o facto de qualquer delas ter crescido no trimestre abaixo do aumento do tráfego comercial total do Aeroporto de Lisboa, que foi de 21,2% ou 905,8 mil passageiros, para 5,18 milhões.

As companhias que mais contribuíram para esse crescimento, depois da TAP, que proporcionou 68,2% desse aumento, com mais 617,5 mil, da easyJet, que proporcionou 6,7%, com mais 61 mil, e da Ryanair, que proporcionou 3,9%, com mais 44,7 mil, as companhias que deram maiores contributos para o crescimento foram a Transvia.com, com mais 30,4 mil (+41,1%, para 135,3 mil), e as estreantes Monarch, com 32,6 mil passageiros, e Azul, com 30 mil, que há um ano ainda não voavam de/para Lisboa.

Seguiram-se, com aumentos acima dos dez mil passageiros no trimestre, a Vueling, com mais 27,8 mil (+30%, para 120,6 mil), a TAAG, com mais 21,5 mil (+47,4%, para 66,8 mil), a Wizz Air, com mais 16,8 mil (+105,8%, para 32,7 mil), e a Brussels, com mais 11,8 mil (+55,4%, para 33,2 mil).

As companhias que tiveram as maiores quebras foram, por sua vez, a Emirates e a Ibeira, ambas com decréscimos na ordem dos 13 mil passageiros, respectivamente com menos 13,3 mil (-18,3%, para 59,3 mil) e com menos 13,2 mil (-12,8%, para 89,8 mil).

Seguiram-se as quebras da Aigle Azur, em 8,5 mil passageiros (-21,8%, para 30,5 mil), Turkish Airlies, em quase seis mil (-15,1%, para 33,5 mil), e British Airways, em 2,7 mil (-4,5%, para 64,5 mil).

O Aeroporto de Lisboa, que terminou o trimestre com um aumento da capacidade disponível em número de lugares em voos regulares em 13,4% ou 779 mil, somando 6,52 milhões, teve simultaneamente um aumento do número médio de passageiros nesses voos em 8,5%, para 127, já que o número de passageiros embarcados e desembarcados aumentou 21,4%, para 5,16 milhões.

E ao contrário do que era a tendência há um ano, são as companhias chamadas ‘tradicionais’ que estão a ganhar quota de mercado em Lisboa (passaram de 69,6% para 70,5% do total de passageiros de voos regulares), ‘capitaneadas’ pelas portuguesas (passaram de 51,8% para 53,2% dos passageiros, com a TAP a passar de 48,1% para 51,6%), enquanto as low cost perdem (baixaram de 29,9% para 29,1% do total de passageiros), tal como as ‘tradicionais’ estrangeiras (baixaram de 17,8% para 17,3% do total de passageiros).

 

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