Startups seguem com emissão de moedas digitais apesar de alerta dos EUA

Empresas de tecnologia levantaram US$ 1 bilhão até o momento em 2017.

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Startups que procuram levantar recursos com a emissão de moedas digitais estão avançando com seus planos, apesar do órgão regulador dos Estados Unidos ter decidido que essas ofertas podem estar sujeitas às duras leis de valores mobiliários.

Essas ofertas iniciais de moedas (ICO, na sigla em inglês) permitiram que jovens empresas de tecnologia levantassem US$ 1 bilhão até o momento neste ano, mas até esta semana não estava claro como a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador dos mercados nos EUA, trataria as transações.

Na terça-feira (25), a SEC decidiu que as moedas emitidas por meio de ICOs podem ser consideradas valores mobiliários, o que significa que se enquadram em leis que exigem divulgações e estão sujeitas a análise regulatória para proteger os investidores, a menos que uma “isenção válida” se aplique.

Alguns analistas e participantes da indústria acreditavam que tal decisão teria um efeito de desaceleração no mercado de ICOs. Mas 20 novas ofertas iniciais de moedas foram anunciadas desde a decisão da SEC, com mais de 120 programadas para este ano, de acordo com a tokendata.io que acompanha ICOs.

Nas ofertas iniciais de moedas, os contribuintes geralmente enviam moedas digitais como Bitcoin e recebem novas moedas em troca. Essas moedas são então listadas em bolsas criptografadas, onde podem ser negociadas por outros tipos de moedas digitais.

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