Sopas de um Phoi-Cavalo (nada) cansado

0
267

O regresso da Trienal de Arquitetura a Lisboa é também o regresso de Hugo Brito (do Boi-Cavalo) à cafetaria da sede. Desta vez com um conceito de inspiração vietnamita a que chamou Phoi-Cavalo.

Poucos saberão, mas o restaurante Boi-Cavalo, em Alfama, foi concebido em boa parte na edição de 2013 da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Em boa parte, sim: no caso dos restaurantes, ao contrário dos seres humanos, a conceção pode fazer-se aos poucos. “Foi na cafetaria da última edição que foram ensaiadas muitas das características que o definem”, explica Hugo Brito, que, há três anos, foi selecionado pelos responsáveis da Trienal para ficar definir o conceito e ementa da respetiva cafetaria, experiência que serviria de antecâmara para o nascimento do seu restaurante.

A coisa correu bem para os dois lados. Assim, três anos volvidosHugo volta a assumir a responsabilidade de alimentar todos aqueles que queiram passar pela sede da Trienal de Arquitetura (o Palácio Sinel de Cordes, no Campo de Santa Clara). Desta vez, sob um nome sugestivo:Phoi-Cavalo. Tal como a designação indica, o conceito da coisa assenta, em primeiro lugar,nas típicas sopas vietnamitas (pho) que Hugo Brito serve aqui em dois tamanhos (pequeno a 4€ e grande a 6€) e três variedades:clássico (com rabo de boi, ossobuco e aba de vaca), bacalhau (com pickles de alho e alga nori) e vegetariano (com tofu frito salteado, pele de tofu e gema de ovo desidratada).

Depois de servido, cada pho pode ser personalizado pelo clientenuma mesa com a devida mise en place: não faltam ingredientes para aromatizar ou apimentar o caldo, das malaguetas às ervas aromáticas, sem esquecer os rebentos de soja. A oferta não se esgota, contudo, nas sopas. O bánh mi (5€), sanduíche de inspiração vietnamita, pode (e deve) servir de complemento à refeição. Trata-se de um pão baguete — introduzido no país durante o período de domínio francês — recheado de maionese caseira japonesa, paté de fígados de porco, lombo de porcochar siu, torresmos (à portuguesa, porque como diz Hugo Brito, “isto é o Phoi-Cavalo”), rebentos de soja, pickle de daikon e cenoura, malagueta, pepino e coentros. Tudo de produção própria, exceto a massa dos phoe o pão.

A ideia é que os clientes peguem e levem: não há propriamente lugares sentados mas não falta espaço em redor — a cafetaria fica no pátio do Palácio Sinel de Cordes. A preocupação ecológica também é evidente: todos os recipientes, guardanapos e utensílios são produzidos em material bio-degradável e compostável. Copos incluídos, já que para beber há chá gelado caseiro e cerveja artesanal Dois Corvos(Avenida, a Blond Ale da cervejeira lisboeta) de pressão a um preço bem simpático: 1,5€. E nem a sobremesa foi esquecida: neste campeonato Hugo pôs as influências vietnamitas na prateleira e sacou um belíssimogelado (2€) de café, leite condensado e cardamomo, com arroz tufado, sal de café Corallo e xarope de romã. Phonix, que é bom.

Nome: Pop-Up Phoi-Cavalo
Morada: Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes (Campo de Santa Clara), Lisboa
Horário: De terça a sábado, das 12h às 20h, até 11 de dezembro de 2016.
Preço Médio: 8€
Site: trienaldelisboa.com/theformofform/cafetaria-phoi-cavalo

fonte:observador.pt

Booking.com

Deixe uma resposta