Reino Unido quer travar entradas de imigrantes europeus pouco qualificados

Documento do governo revelado na quarta-feira detalha os planos para reduzir o número de trabalhadores da UE com menos qualificações que chegam ao Reino Unido, depois do brexit

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Depois de deixar a União Europeia, o Reino Unido tenciona apostar numa política de imigração em que privilegiará a entrada de trabalhadores europeus altamente qualificados, ao mesmo tempo em que tentará afastar os pouco qualificados, baixando o número total, afirmou quarta-feira o secretário da Defesa britânico, Michael Fallon.

O jornal The Guardian teve acesso e publicou um documento do governo, na terça-feira, detalhando os planos do governo britânico para reduzir o número de trabalhadores da UE com menos qualificações que chegam ao Reino Unido, depois do brexit. Uma das medidas referidas para atingir este objetivo é oferecer residência e visto de trabalho por um máximo de dois anos para os pouco qualificados e de três a cinco para os outros; outra é reduzir os direitos dos familiares dos trabalhadores de viverem no país.

“Vamos apresentar propostas no final do ano”, disse Fallon à Sky News. “Há um equilíbrio a ser atingido, queremos atrair para este país, não fechar a porta, pessoas altamente qualificadas que querem vir para cá e contribuir para a nossa sociedade.”

Mas a prioridade são os trabalhadores britânicos: “Temos que nos certificar de que as empresas britânicas também estão preparadas para treinar e apostar nos trabalhadores britânicos. O público é muito claro, não querem que a imigração seja interrompida, mas que esteja devidamente controlada.”

No documento que veio a público os planos para restringir a imigração passam por dar “preferência no mercado de trabalho aos trabalhadores residentes”.

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