Parte da TAP já é dos trabalhadores. Mas nem todos conseguiram comprar

A procura de ações da TAP pelos trabalhadores superou 17,5 vezes a oferta, o que levou o Governo a congratular-se hoje pelos resultados da Oferta Pública de Venda (OPV) de 5% do capital social do grupo.

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“A procura foi superior em cerca de 17,5 vezes”, refere o BPI, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde indica que o número de ordens ascendeu a 603, o que significa que vai haver rateio das ações.

Em causa está a alienação de 75.000 ações, num montante total de 778.500 euros, e já era esperada uma grande adesão dos trabalhadores da TAP à OPV depois de os 12 sindicatos representativos apelarem à participação dos seus associados.

O preço das ações estava fixado em 10,38 euros, o equivalente a um desconto de 5% em relação ao valor oferecido (10,93 euros) pelo consórcio Atlantic Gateway no processo de privatização.

“O apuramento dos resultados da oferta foi efetuado pelo Banco BPI, entidade igualmente responsável pela liquidação física e financeira das ações adquiridas no âmbito da oferta, a qual ocorrerá no dia 16 de maio”, adiantou a instituição financeira.

Entretanto, o Governo congratulou-se com o resultado da OPV de ações da TAP aos trabalhadores”, refere uma nota do gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

“A forte adesão a esta oferta reflete a adesão e a confiança dos trabalhadores na recomposição da privatização da TAP realizada pelo Governo, assim como no modelo de gestão que será desenvolvido”, acrescenta, salientando que “com o encerramento deste processo, nas próximas semanas, o Estado deterá 50% do capital social da empresa e nomeará seis dos 12 membros do Conselho de Administração, incluindo o presidente, passando a ter uma palavra decisiva nas orientações estratégicas da TAP”.

Este modelo “cria as condições de estabilidade e equilíbrio para a capitalização, modernização e desenvolvimento da TAP, mantendo-a como uma empresa ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona, tal como refere o programa do Governo”, conclui o ministério.

O ministério do Planeamento e das Infraestruturas liderou o processo e definiu que as ações podiam ser adquiridas por trabalhadores da TAP – SGPS, S.A. com vínculo laboral superior a três anos, assim como pelos funcionários das empresas do grupo.

Além destes, podiam ainda participar na OPV antigos trabalhadores do grupo que tenham mantido vínculo laboral durante mais de três anos (desde que a saída não tenha resultado de processo disciplinar).

A OPV é um dos compromissos assumidos no memorando de entendimento entre o Estado e a Atlantic Gateway, para a reconfiguração do capital social da TAP, passando o Estado a deter 50% do capital, em vez dos 39% negociados pelo Governo anterior.

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