Onde fazer dormir o bebê?

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Não preparei o quarto para o nascimento de Jada… eu sabia que teria demorado muito tempo antes de organizar o quartinho dela, eu queria muito amamentar e sabia que esta escolha precisava de muita dedicação e disponibilidade da mamãe … de dia e de noite! Por isso escolhei deixar a Jada dormir  no nosso quarto. Nem me preocupei em comprar a mobília.  Jada precisava só de mim, da minha disponibilidade, paciência, amor e carinho. Todos os bebês precisam disso, precisam ficar grudados na mãe e não em um quarto bonitinho e bem enfeitado pensado sob medida! Eu queria responder as suas necessidades na hora certa sem antecipar nada. Comprar o quarto em gravidez significava comprar  sob um instinto condicionado . Pela publicidade e força do mercado , muitas vezes as compras são pela emoção e não pela real necessidade! Eu não sabia que tipo de bebê seria a Jada! Queria conhecer la, observa la e depois criar o ambiente melhor para ela sem gastar uma fortuna. Na minha experiência de pedagoga e educadora, a maioria da vezes coisas da moda que compramos para as crianças não as satisfazem ou, ao contrário; preferem outras coisas bem mais simples! Imagino que muitas de vocês já viram crianças com milhares de brinquedos estarem mais interessadas pelos prendedores de roupas e passam horas a brincar com estes! Assim fiz, deixei a Jada conosco com a idéia de preparar um quarto montessoriano quando ela estiver maior. Fiquei feliz com essa escolha que me permitiu de ficar próximo da minha filha a noite toda. As vezes só sentir a sua respiração me dava conforto especialmente naqueles noite frias, ventosas e com chuva, dos longos invernos riograndenses.  Lembro das primeiras noites da vida dela; quase não conseguia fechar os olhos. Como poderia? Continuava olhando dentro do berço para ver se ela respirava! Imagina deixar uma criança recém  nascida sozinha no seu quarto! Esta escolha eu já sentia que não fazia sentido para mim.

Assim passaram os meses. Jada, cada dia, nos encantava com a sua beleza e simpatia, passando os dias e as noites juntos. Ela acordava uma média de duas vezes por noite e eu a atendia. Sempre funcionou, claro que estava cansada, nem sempre conseguia pegar no sono depois da mamada noturna. Ou ao contrário,  me dava conta que estava dormindo sentada com ela no colo, bem firme, entre meus braços! Passava um tempo, colocava  ela no berço, me deitava e de novo era a hora da mamada seguinte! Continuei assim nos três primeiros meses, depois me senti mais segura. Com a nossa viagem para a Europa, Jada estava com quatro meses,  mudei esquema: o berço da casa, que alugamos em Lisboa, era pequeno demais. Ela sempre foi comprida, assim comecei a dormir junto com ela; foi uma maravilha!! Me deitava juntinho com ela, levantava a camisola e deixava ela mamar e nos duas caíamos no sono. Ao acordar não sabia dizer quantas vezes ela tinha mamado porque era tudo tão natural e eu podia amamentar dormindo e descansando que nem me dava conta! Nunca tinha pensado que a prática de dormir juntos (co-sleeping ) poderia ser uma coisa para mim, diferente do que dizia quando era pedagoga e os pais perguntavam sobre este assunto. Afirmava que a cama do casal era só do casal e que a criança deveria respeitar esse espaço. Depois que virei mãe tudo mudou. Também mudaram as minhas  referências pedagógicas. Naquela época era condicionada peça pedagoga italiana, Silvia Vegetti Finzi, que tive a honra de conhecer pessoalmente. Uma pedagoga e uma mulher excepcional, mas com uma visão padrão fortemente ocidental e condicionada pela cultura da separação. Hoje, felizmente, as visões dos pedagogos e pediatras mudaram a favor de uma cultura do contato físico entre mães e bebês e a favor de uma cultura de contato. Assim, li bastante sobre este assunto e sobre a prática do co-sleeping . Depois que a experimentei nunca mais consegui largar ! Nunca mais me senti tão repousada e feliz. Acordava tão bem . Dormir com a tua filhinha que mama e te faz carinho,com sua mãozinha, e dorme grudada em ti não tem preço! Cada noite, cada mamada, se transformou em um ato de amor e de vivência juntos, de amor pele a pele.

Poder atender a Jada na melhor forma e descansar, ao mesmo tempo, achei o máximo!

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