O mercado hoteleiro no Brasil volta a atrair investidores

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Segundo pesquisa realizada pela consultoria Jones Lang LaSalle Hotels (JLL), com o apoio do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), o mercado hoteleiro nacional voltou a atrair investidores para o setor. Essa recuperação começou a despontar já no final de 2016 e vem se concretizando durante todo ano de 2017, com resultados expressivos no primeiro semestre e que estão continuando no segundo semestre, onde podemos citar como exemplo o mês julho, que registrou um aumento em todas as regiões do país, no quesito de ocupação consolidadas, em relação ao mesmo período de 2016. O desempenho por região ficou assim: 1% no Sul, 1,1% no Sudeste, 9,3% no Norte, 10,6% no Nordeste e 10,8% no Centro Oeste.

 

Motivos da volta dos investidores ao mercado hoteleiro no Brasil

Um dos principais motivos para esse crescimento é o fato de que empresas estão se preparando para a retomada da atividade econômica e implantado novas estratégias e lançamentos de programas de desenvolvimento. Por conta da estabilização macroeconômica no país, que continua com queda das taxas de juros e de inflação, acredita-se que novos fundos imobiliários sejam estruturados e posteriormente desenvolva-se novos hotéis, marcando o início de um novo ciclo de oferta hoteleira.
Com isso, estima-se que haja uma maior taxa de ocupação, assim como o aumento de diárias, até o fim do segundo semestre de 2017, em relação ao primeiro semestre desse mesmo ano.

Sondagens e expectativas dos investidores

Como destaque, podemos ressaltar o investimento robusto do MB Group – empresa com mais de 14 anos de experiência em desenvolvimento de empreendimentos hoteleiros e imobiliários – que junto com a Solys – marca com 25 anos de expertise em gestão de propriedade, hotelaria e negócios – está lançando no mercado de Belém o Stada Hotels, com as bandeiras New Inn e Stada Hotels. O projeto é tão otimista que já tem planos de expansão no Brasil inteiro.

“Atualmente estamos em negociação avançada com pelo menos mais três bandeiras. Queremos passar um novo conceito de hospedar as pessoas, com gentileza, sorriso e profissionalismo brasileiro. Isso tudo alinhado a um planejamento de tecnologia, que será uma das chaves de felicidade para os hóspedes. Em outras palavras, queremos passar uma nova experiência em se hospedar, com serviços, facilidades, acomodações e atendimento que o cliente sempre esperou ter nas principais redes hoteleiras.
Além disso, estamos pensando também no outro lado da moeda: o investidor. Com a aquisição do controle de empresas tradicionais do setor, os proprietários de hotéis terão todo o suporte de gestão, serviço de administração e crescimento que só o Stada Hotels irá proporcionar nos modelos de arrendamentos e aluguel”. Argumentou Reginaldo Ferreira, Diretor do Stada Hotels.

Os resultados dos investimentos

Ações como estas entram na estatística do estudo elaborado pelo próprio FOHB ainda no ano de 2015, que previa que o setor hoteleiro planejava investir R$ 12,8 bilhões até o ano de 2020, criando 408 novos empreendimentos e gerando um crescimento de 65%. Esse mesmo estudo também previa que o número de quartos disponíveis passaria de 94 mil para 164 mil. Uma alta de 75% no mesmo período. O fato a ser ressaltado é que o setor vem fortalecendo seu crescimento em termos reais, mesmo após um período de deflação e incertezas políticas, mostrando a capacidade de reinvenção do setor e os benefícios de se operar em parceria.

O mercado hoteleiro no Brasil

Um ponto extremamente positivo sobre a volta de oportunidades para investir em hotéis é que isso tudo acarreta no crescimento da economia nacional por movimentar vários setores – como o da construção civil e do turismo – em todas as regiões do Brasil.

“Começamos por Belém por vários motivos. 1º a capital do Pará registrou em 2016 os maiores indicadores de crescimento do país. 2º por ser a porta de entrada da Amazônia. E 3º por ser a nossa casa. Além desses fatos, Belém é uma das regiões mais preservada do país, tem o privilégio de sediar parte da Floresta Amazônica e tem também tem uma das Sete Maravilhas do Brasil: o mercado Ver-o-Peso. Isso sem falar em outros fatores, como o caso do turismo religioso que cresce cada vez mais com a realização da festa do Círio de Nazaré.

No entanto, temos projeto de expansão para Curitiba com a criação da marca Glam, o primeiro Life Style da rede, que é um projeto em parceria com o escritório paranaense Bacoccini. Curitiba, inclusive, até o mês de janeiro de 2018 será a nossa sede (atualmente é em São Paulo). Escolhemos a Região Sul ser uma das mais atraentes para os turistas, com as menores taxas de violência.

Mas ressaltamos que apenas nossa sede está saindo de São Paulo, nós também temos projetos no estado. Afinal, ele é o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul.” Comentou Marcio Bellesi, presidente do MB Group.

A consequência disso é a geração de empregos diretos e indiretos, requalificação da oferta turística nacional e aumento da demanda hoteleira nos principais segmentos brasileiros que são negócios, lazer e grupos de eventos.

Perspectivas de investimentos para 2018

Para o ano de 2018, além do aumento da taxa de ocupação, espera-se que o Brasil atraia ainda mais investidores, aumentando o desempenho da aquisições no mercado hoteleiro, graças a amenização da crise, a perspectivas de melhora da economia e a inovações no setor.

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