O melhor restaurante do mundo sai de Itália se Renzi perder o referendo

O famoso chef de cozinha Massimo Bottura saiu em defesa do primeiro ministro italiano no referendo constitucional e ameaça mudar-se para Nova Iorque se o "não" à proposta de Renzi vencer.

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O chef Massimo Bottura

No próximo dia 4 de dezembro a Europa vai conhecer os resultados de mais um referendo, desta vez em Itália e pode vir a colocar em causa o Governo de Matteo Renzi — com o próprio a admitir sair em caso de derrota. Mas, se o primeiro-ministro perder, as ondas de choquepodem não ficar por aí e em causa parece ficar também a permanência em Itália daquele que está classificado como o melhor restaurante do mundo.

Uma das vozes que veio apoiar publicamente o primeiro-ministro italiano foi a de Massimo Bottura, dono do famoso restaurante italiano Osteria Francescana. Em entrevista ao The Guardian, Bottura ameaça mesmo deixar Itália, assim como fechar o seu restaurante e transferi-lo para Nova Iorque, caso Renzi perca o referendo em que propõe uma reforma constitucional.

Itália voltou a afirmar-se no mapa da gastronomia mundial quando, em junho passado, o Osteria Francescana ganhou o título de melhor restaurante do mundo. Agora o chef de cozinha ameaça “largar tudo e ir para o estrangeiro” caso a derrota do referendo se torne uma realidade.

As preocupações com esta consulta popular, que se realiza a 4 de dezembro, agravaram-se quando Matteo Renzi fez como David Cameron — quando se discutiu o Brexit — e assumiu que se demitiria caso a sua posição não vingasse. A posição de Renzi acabou transformar esta consulta numa avaliação à sua governação, em vez de uma consulta ao conjunto de alterações constitucionais que propõe. As últimas sondagens sobre o referendo a serem publicadas a apontarem para a vitória do “não” à proposta de Renzi.

Para Bottura, Itália “está a discutir uma questão cultural em vez de política”, fazendo alusão à força que o movimento Cinco Estrelas, liderado pelo comediante Beppe Grillo, está a ter. O chef italiano afirma que “isto não é sobre Renzi ou Grillo. É sobre esta lógica que ‘em Itália as coisas não podem ser feitas’. Se esta lógica vencer, então é o fim“.

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