Nova empresa de Silicon Valley faz bebês por encomenda

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Um das ideias do fundador, que já investiu 182 milhões no projeto, é oferecer às mulheres a possibilidade de parar o relógio biológico, com a criopreservação de ovócitos

Martin Varsavsky, um bem-sucedido homem de negócios que se instalou há dois anos no mítico Silicon Valley, nos Estados Unidos, vai em breve ser pai pela sétima vez. Já estará habituado às mudanças que os bebés trazem às rotinas diárias, mas este, que por enquanto ele designa apenas como Seven, é um verdadeiro bebé-novidade. Na prática, é o primeiro fruto da mais recente empresa criada por Varsavsky, cujo objetivo é, exatamente, fazer bebés.

O empresário, nascido em 1960 na Argentina, mudou-se há dois anos de Espanha, onde vivia, para a região de São Francisco, nos Estados Unidos, com o objetivo de aí criar uma nova empresa dedicada à procriação medicamente assistida, mas com a perspetiva de englobar toda a gente e de acompanhar todo o processo. Uma espécie de “linha de montagem” que engloba a recolha dos ovócitos e dos espermatozoides e a sua criopreservação, a junção, depois, através da fertilização in vitro, o despiste precoce de eventuais problemas genéticos nos embriões e, finalmente, a implantação no útero das mulheres e o acompanhamento da gravidez. Ou seja, o que a Prelude Fertility, como se chama a empresa, oferece é um serviço completo de fazer bebés a quem queira, e possa, pagar.

Mas qual é, então, a novidade? Martin Varsavsky admite que não inventou nada, que se limitou a juntar as tecnologias já existentes, mas defende que oferece um serviço que ele acredita que muitos casais, assoberbados com as carreiras durante os seus anos mais férteis, vão querer usar mais tarde: quando forem trintões (ou mais) e quiserem ter filhos – o que já vai sendo tendência.

No caso das mulheres, sobretudo, o tempo conta e com o seu serviço Varsavsky disponibiliza a possibilidade de “travar” o relógio biológico, ao fazer a recolha e a preservação de ovócitos numa idade ideal em termos de fertilidade. Os gâmetas poderão ser utilizados mais tarde, ficando assim garantida a frescura dos verdes anos do material biológico.

“Vamos ajudar as mulheres e os casais a ter bebés saudáveis quando estiverem prontos para isso”, resume Martin Varsavsky, citado na revista Forbes.

A ideia também não é exatamente nova. Neste mesmo mundo fervilhante das empresas de novas tecnologias americanas, algumas delas, como a Apple, o Facebook e a Google, já oferecem às suas funcionárias a possibilidade de congelar os ovócitos. O pressuposto é o de que as jovens trabalhadoras podem assim dedicar-se primeiro às carreiras exigentes e mais tarde recorrer às técnicas da procriação medicamente assistida (PMA) para constituir as respetivas famílias. Varsavsky, no entanto, quer levar a ideia um passo mais além, oferecendo o serviço completo e massificando-o. Ao El País, o empresário sublinha também as grandes vantagens do rastreio genético dos embriões, para despiste de eventuais problemas.

“Evitamos patologias congénitas e, assim, impedimos casos que terminariam em aborto”, diz. “O que fazemos”, sublinha ainda, “não é cirurgia estética de bebés, esta é a melhor forma de escolher o melhor material genético e o mais saudável também.”

A primeira demonstração dos serviços da Prelude Fertility, o sétimo filho do empresário, já está a caminho, e a própria empresa, na qual ele já investiu 182 milhões de euros, está em desenvolvimento. Além disso, o empresário já assegurou a colaboração com o maior banco de ovócitos dos Estados Unidos, o My Egg Bank.

fonte: dn.pt

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