“Lisboa só precisa que os portugueses comecem a gastar como os turistas”

A Bloomberg traça o retrato de Portugal, com direito a comparações pouco favoráveis com outros países alvo de intervenção externa nos últimos anos.

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Os sinais positivos da economia portuguesa não convencem a Bloomberg. A agência norte-americana vê a situação nacional através do enviado João Lima, que numa peça destacada hoje pinta um quadro que está longe do ‘País das Maravilhas’ do Governo, mas não chega a ser a ‘terra dos pesadelos’ descrita pela oposição.

O principal problema parece ser, curiosamente, uma das bandeiras do Ministério das Finanças na apresentação do Orçamento de 2016 e de 2017: o consumo privado.

Segundo a Bloomberg, o desempenho deste critério económico tem deixado bastante a desejar nos últimos meses, penalizado por um crescimento anémico dos salários desde o fim da intervenção da troika e por um contexto de relativo pessimismo entre os privados que parece não ter desaparecido apesar do crescimento do PIB e da queda do défice.

Na Islândia, país utilizado como exemplo de recuperação pós resgate, o crescimento nacional transformou-se num maior consumo privado e após o reequilíbrio das contas, a dívida baixou de níveis superiores a 100% do PIB para cerca de 78%. Em Portugal, a dívida pública caiu ligeiramente em 2014 e 2015, mas voltou a um rumo ligeiramente ascendente no ano passado.

A Bloomberg salienta que há “sinais de esperança” no que toca aos custos de financiamento a curto prazo e ao crescimento do turismo, mas os portugueses estão a gastar menos do que seria desejável. A solução? “Lisboa só precisa que os portugueses comecem a gastar como os turistas”.

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