Festa do Peão de Barretos 2017: energia elétrica usada abasteceria cidade de 18 mil pessoas; veja os números

As toneladas de comida na Queima do Alho e o público esperado de 900 mil pessoas são apenas alguns dados impressionante sobre o maior rodeio da América Latina, que começa nesta 5ª feira (17).

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Quem já foi a Barretos (SP) alguma vez na vida sabe que não é à toa que a Festa do Peão de Boiadeiro é considerada a maior da América Latina e uma das maiores do mundo. Os números não mentem sobre o evento que chega à sua 62ª edição nesta quinta-feira (17).

Por aqui, se acumulam os traços “superlativos” da festa , a começar pelo “Jeromão”, monumento de 27 metros de altura na entrada do Parque do Peão concebido por Valter Corsino em homenagem aos profissionais de rodeio. O recinto da festa em si também não deixa por menos: considerado o maior complexo de exposições do Brasil, o local se assemelha a uma minicidade com ruas próprias e dois milhões de metros quadrados.

Endereço que, durante os 11 dias de festa, reúne 900 mil pessoas e promove 100 shows espalhados por seis palcos, consumindo energia elétrica suficiente para abastecer uma cidade de 18 mil habitantes.

Público festeja na Arena da Festa do Peão de Barretos 2016 (Foto: Mateus Rigola/G1)

Público festeja na Arena da Festa do Peão de Barretos 2016 (Foto: Mateus Rigola/G1)

Todo esse movimento de gente representa um total de 40 mil veículos pagantes no estacionamento – descontados os credenciados.

Marca registrada da festa, o rodeio também ilustra a mania de grandeza de Barretos. São 600 competidores que mobilizam o deslocamento de três mil animais ao recinto. Estrelas na arena, os touros e cavalos demandam 25 toneladas de silagem e ração.

Estádio em Barretos é o maior recinto de rodeios do país e um dos maiores do mundo  (Foto: Érico Andrade/ G1)

Estádio em Barretos é o maior recinto de rodeios do país e um dos maiores do mundo (Foto: Érico Andrade/ G1)

Para dar conta de tudo isso, a estrutura do parque também traz números impressionantes.

Principal local da festa e em formato de ferradura, o estádio permanente de rodeios projetado por Oscar Niemeyer impõe respeito com capacidade para 35 mil pessoas sentadas, o maior do gênero no país. Ao centro do espaço situa-se um conjunto de quatro telões de LED de 25 metros quadrados cada, suspensos ao estilo “NBA”. Estrutura que figura entre as maiores do mundo ao lado de arenas como as de Calgary, no Canadá, e Houston, nos Estados Unidos.

Comparável a grandes festivais como Rock’n Rio e Lollapalooza, a estrutura de som do estádio tem incríveis 110 mil watts de potência. Somente com bretes e curral utilizam-se 30 toneladas de ferro.

Outro palco importante no parque, o Festeja tem números menores, mas nem por isso menos expressivos. O palco demanda uma estrutura de 60 toneladas e uma potência sonora de 80 mil watts.

Para montar e arrumar tudo isso estão envolvidos muitos dos dez mil empregados que atuam dentro do parque, uma multidão que consome nada menos que 47 mil refeições.

Churrasco é preparado em chapa de ferro durante a Queima do Alho. (Foto: Érico Andrade/G1)

Churrasco é preparado em chapa de ferro durante a Queima do Alho. (Foto: Érico Andrade/G1)

E por falar em comida, essa mania de grandeza de Barretos também se manifesta na Queima do Alho, que remete às tradições tropeiras e coloca em confronto 20 comitivas de todo o país. No atendimento aos turistas, seletiva e concurso são consumidas 4,7 toneladas de comida.

O prato típico servido pelas equipes pede 700 quilos de arroz, 350 de feijão, 1,2 tonelada de carne, 1 tonelada de carne seca, 180 quilos de farinha de mandioca, outros 180 de farinha de milho, 900 quilos de suínos como linguiça, panceta e bacon, 60 quilos de alho, 80 quilos de cebola e 50 quilos de sal. Tudo preparado com 600 litros de óleo.

Parque do Peão tem ruas com nomes próprios (Foto: Érico Andrade/ G1)

Parque do Peão tem ruas com nomes próprios (Foto: Érico Andrade/ G1)

Minicidade

Com cara de minicidade, o parque do peão não é somente grande. O maior recinto de rodeios do país dispõe de serviços e atrações que permitem aos visitantes permanecer no local durante os 11 dias sem precisar sair.

Por aqui nada de banheiros químicos. Os 1 mil sanitários disponíveis são de alvenaria. Posto de atendimento médico, farmácia, dois mini-shoppings, centro de atendimento ao turista e incríveis 96 telefones públicos, sobreviventes em plena era da mobilidade, são outros exemplos.

Os dois campings – um para casados, outro para solteiros – têm capacidade para abrigar 15 mil pessoas e contam com iluminação própria, ligações de energia, pias e seguranças.

Parque de diversões, uma feira comercial com 300 expositores, além de uma feira gastronômica e um heliporto para os que podem ir e vir pelos ares completam a lista.

Por outras bandas do parque espalham-se 42 ranchos, afora seis em construção. Um dos mais conhecidos é o Rancho do Peãozinho que recebe, em 11 dias, 40 mil crianças para uma programação paralela à festa, em um espaço que funciona como uma versão em miniatura do Parque do Peão.

Espaço em que os pequenos se divertem com uma fazendinha, com porcos, búfalos, cabritos, cavalos e vacas, no mini-zoológico, com coelhos, aves, galináceos, avestruz, patos e carneiros, e em espaços como Vila Ecológica, Tenda do Meio Ambiente e Arena da Ciência. O local também recebe provas de rodeio em carneiros e do rodeio júnior, para copetidores entre 16 e 17 anos. Dança, teatro e um festival circense completam as atrações.

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