Exportações ilegais renderam 224 milhões a Pyongyang

EUA apresentam hoje a debate - e votação - na ONU uma proposta de sanções mais duras contra o regime de Kim Jong-un

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Nos últimos seis meses, a Coreia do Norte exportou ilegalmente carvão, ferro e outros bens para países como China, Índia, Malásia e Sri Lanka e encaixou com isso a quantia de 270 milhões de dólares (224 milhões de euros). A conclusão é de um relatório de 111 páginas, da autoria de especialistas da ONU que monitorizam a aplicação de sanções contra Pyongyang. E foi divulgada neste sábado, ou seja, dois dias antes de serem debatidas na ONU novas sanções contra o regime de Kim Jong-un por causa do teste com uma bomba de hidrogénio que realizou há uma semana.

Hoje, os EUA preparam-se para endurecer a pressão sobre o regime norte-coreano, submetendo uma resolução que prevê um isolamento ainda maior do país. Entre as medidas que irão ser propostas pelos norte-americanos estão um bloqueio naval, um embargo petrolífero e um boicote à exportação de têxteis e à contratação de trabalhadores norte-coreanos por países estrangeiros. Segundo o projeto de resolução dos EUA, já citado por vários media internacionais, a proposta inclui ainda um congelamento dos bens do presidente da Coreia do Norte e uma proibição de viajar para o mesmo.

A embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley, disse que quer ver os 15 membros do Conselho Segurança votarem a resolução hoje. Mas o seu homólogo russo, Vassily Nebenzia, considerou “um pouco prematuro” esperar um voto já amanhã. Para ser aprovada na ONU, uma resolução precisa de nove votos favoráveis e nenhum veto de algum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: EUA, Reino Unido, França, Rússia e China.

Numa entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, a chanceler alemã, Angela Merkel, propôs ontem que se tente um diálogo com a Coreia do Norte, como foi feito com o Irão. A líder alemã remeteu para os resultados alcançados durante a negociação sobre o programa nuclear iraniano, na qual participou a Alemanha, juntamente com a União Europeia e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Foi um caminho “longo”, mas “importante”, acrescentou, que levou a um “bom resultado” e cujo formato poderia contribuir positivamente para conflito com o programa nuclear norte-coreano, considerou a governante. “A Europa e especialmente a Alemanha devem estar dispostas a participar ativamente” numa solução diplomática, defendeu a chanceler, durante aquela entrevista.

No mesmo dia, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, reiterou que os sucessivos ensaios nucleares e de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte são “uma ameaça mundial” que requer “uma resposta mundial”. Na véspera, no âmbito das comemorações do 69.º aniversário da fundação do país, um artigo publicado no jornal estatal Rodong Sinmun declarou que a Coreia do Norte é agora uma “nação nuclear invencível”. Segundo o mesmo artigo, os testes realizados com armas nucleares tornam o país mais seguro.

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