Estado junta-se ao ‘crowdfunding’ da Seedrs para investir em startups portuguesas

A Seedrs e a Portugal Ventures, fundo de capital de risco público, querem reforçar o investimento obtido pelas empresas nacionais e atrair startups estrangeiras para se instalarem em Portugal.

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http://observador.pt/2017/03/30/estado-junta-se-ao-crowdfunding-da-seedrs-para-investir-em-startups-portuguesas/

A plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) luso-britânica Seedrs e a sociedade de capital de risco pública Portugal Ventures estão a fechar uma parceria para coinvestirem em empresas portuguesas. O anúncio foi feito esta quinta-feira por João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, na inauguração do novo escritório da Seedrs em Lisboa.

Queremos que empresas de Portugal que consigam financiamento na Seedrs tenham um coinvestimento de um fundo português que será a Portugal Ventures”, referiu João Vasconcelos.

Se, por exemplo, uma empresa levantar 100 mil euros através da Seedrs, o Estado português vai investir o mesmo montante.

De acordo com o secretário de Estado da Indústria, a parceria tem vários objetivos que passam por promover plataformas [de crowdfunding] como alternativa ao financiamento porque “é um bom teste à empresa, é um bom teste ao produto, ao serviço e à sua administração e gestão”. João Vasconcelos acredita ainda que este programa da Portugal Ventures pode atrair empreendedores estrangeiros para constituírem empresa em Portugal.

Queremos atrair empresas estrangeiras. Queremos que um alemão, um dinamarquês ou um inglês, quando entra na Seerds para financiar o seu projeto, descubra que se se mudar para Portugal vai receber o dobro”, referiu. “O Brexit pode ser uma oportunidade. Se conseguirmos criar uma boa ‘caixa legal’ para estes novos serviços financeiros que a tecnologia permite, podemos atrair muito investimento e empregos bem pagos em Portugal, acrescentou.

A parceria entre as duas entidades deverá arrancar ainda este ano, sendo que os montantes envolvidos, assim como o total de investimento que será feito da Portugal Ventures, estão ainda a ser definidos.

Para ter acesso ao financiamento da Portugal Ventures, as startups terão de estar sediadas em Portugal, sendo que empresas estrangeiras que se instalarem em Portugal terão também acesso ao investimento do fundo público de capital de risco, esclareceu João Vasconcelos.

O secretário de Estado da Indústria referiu ainda a possibilidade de estender a parceria a outras plataformas de equity crowdfunding.

São vários os casos de startups portuguesas que se conseguiram financiar na plataforma de crowdfunding liderada pelo português Carlos Silva, como é o caso da Tradiio que angariou 600 mil euros em dezembro passado e da Wine With Spirit que captou 450 mil euros em fevereiro.

Isto não é mais uma piada. Hoje as startups são parte da economia. Isto não é mais uma coisa para ‘crianças’, engenheiros, ou designers. É um negócio a sério que está a criar empregos em Portugal que estão a trazer de volta muitos portuguesas que saíram para o estrangeiro”, considerou João Vasconcelos.

Na plataforma, que junta empresas e investidores, possibilitando a qualquer pessoa o investimento em ações de novas, pequenas e médias empresas (PME’s) e startups, foram financiadas quase 160 campanhas de crowdfunding, no ano passado, num total superior a 100 milhões de euros, envolvendo mais de 45 mil investimentos por investidores de 65 países.

O ano passado marcou também a consolidação da plataforma e o arranque do processo de expansão europeia da Seedrs. Além de Lisboa, de Londres e de Nova Iorque, a empresa abriu escritórios em Amesterdão e em Berlim . E conta já com uma equipa de 63 colaboradores de 15 países.

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