Depois de muitas polêmicas, a Ópera de Hamburgo vai finalmente abrir

Quase uma década depois, a "Elbphilharmonie" vai abrir portas esta quarta-feira, numa cerimónia que contará com a presença de dois mil convidados, entre os quais Angela Merkel

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A "Elbphilharmonie" (conhecida entre os habitantes locais como "Elphi") começou a ser construída em 2007 AFP/Getty Images

Nove anos depois de ter sido lançada a primeira pedra, a Ópera de Hamburgo vai finalmente abrir as portas ao público. A inauguração oficial está marcada para esta quarta-feira e contará com a presença de Angela Merkel e de outros dois mil convidados. Nesse dia, haverá uma performance intitulada Time becomes Space.

Marcada por uma série de atrasos e derrapagens orçamentais, a construção da Elbphilharmonie está longe de ter sido consensual. O edifício de 110 metros de altura, feito de vidro espelhado, na margem do rio Elba, demorou quase uma década a ser construído e chegou a correr risco de vida graças a uma derrapagem orçamental de 866 milhões de euros, como lembra o Financial Times.

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Inicialmente estimado em 116 milhões de euros, em 2003, o custo da Ópera de Hamburgo subiu para 352 milhões no ano em que a construção arrancou (2007). E não parou de aumentar. Atrasos vários e mudanças nas especificações do edifício, levaram a uma relação tensa entre a autarquia, a Hochtief, a companhia alemã responsável pela construção, e o estúdio de arquitetos suíços Herzog & de Meuron, autor do projeto.

Em 2011, a construção esteve parada durante 18 meses depois de o presidente da câmara, Olaf Scholz, ordenar uma revisão do projeto. O fim esteve próximo (uma das possibilidades passava por tornar a Elbphilharmonie num miradouro para turistas), mas um novo acordo feito com a Câmara Municipal de Hamburgo e a Hochtief, que se responsabilizou pela finalização do projeto sem receber nem mais um tostão, tornou possível a abertura do espaço em 2017

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