CVC MOSTRA FORTE RECUPERAÇÃO DA VENDA DE VIAGENS INTERNACIONAIS NO BRASIL

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A brasileira CVC, que se apresenta como a “maior operadora de turismo das Américas”, teve no 3º trimestre um aumento das vendas de viagens internacionais em 14,6%, ‘sacudindo’ assim a evolução sombria verificada no primeiro semestre, com queda de 5,9% no 1º trimestre e estagnação (+0,1%) no segundo.

“Como consequência da estabilização do câmbio, a venda do segmento internacional continuou apresentando tendência de recuperação no 3T16”, diz o balanço divulgado pela companhia fundada por Guilherme Paulus, que assim corrobora as indicações dadas também pelo Banco Central do Brasil ao divulgar os dados mais recentes da balança brasileira das viagens e turismo .

Os dados divulgados pela CVC, embora não segmentem as vendas por destinos nacionais e internacionais, evidenciam um reforço do peso do internacional, que teve um aumento das reservas confirmadas no 3º trimestre, enquanto as reservas totais subiram 4,4%, atingindo um total de 1.429,4 milhões de reais (391,88 milhões de euros ao câmbio de hoje).

Esse aumento (mais 59,9 milhões de reais que no 3º trimestre de 2015), segundo os dados, deveu-se quase por inteiro às vendas nas suas mais de mil lojas exclusivas, nas quais teve uma subida de 6% ou 64,3 milhões de reais, para 1.132,5 milhões (310,48 milhões de reais).

Com esse aumento, as lojas exclusivas realizaram 79,2% das vendas da operadora, +1,2 pontos que no período homólogo de 2015, à custa dos agentes independentes (-0,3 pontos, para 16,3%) e, sobretudo, do canal online (-0,9 pontos, para 4,5%).

Porém, enquanto o decréscimo do ‘peso’ dos agentes independentes se deu com crescimento das suas vendas, só que menor que a média das lojas exclusivas, em 2,4% ou 5,6 milhões de reais, para 232,8 milhões (63,8 milhões de euros), o decréscimo do online deu-se com queda das reservas confirmadas no período em 13,3% ou 9,8 milhões de reais, para 64,2 milhões (17,6 milhões de euros), contrariando o que estava a ser a tendência e, designadamente, a perspectiva anunciada pela operadora pela introdução de um novo motor de reservas.

A questão, diz o balanço divulgado pela CVC, é que o seu canal online “teve uma forte desaceleração em meio à crise, enquanto que a oferta de crédito disponível para os consumidores nas lojas ajudou o desempenho do canal offline”.

Ainda assim, o crescimento das vendas da CVC no 3º trimestre (+4,4%) ficou aquém do trimestre anterior (+6,6%), com o grupo a assinalar no seu balanço que “o crescimento de 4,4% nas Reservas Confirmadas no 3T16 foi impactado negativamente em Agosto pelas Olimpíadas e pelo cenário político (impeachment da ex-presidente Dilma Roussef)”, o que mostra num gráfico em que indica que o crescimento no trimestre foi feito nos meses de Julho e Setembro em que teve uma subida de 8,2%, enquanto em Agosto teve uma quebra em 2,4%.

Quanto à evolução da totalidade do grupo, incluindo além da CVC a corporate Rextur Advance e a online Submarino Viagens, o balanço mostra que o crescimento das vendas foi mais modesto que o da operadora, situando em 2,6% ou 57,9 milhões de reais, para 2.271 milhões (622,6 milhões de euros).

Esse abrandamento decorre de Rextur Advance e Submarino terem registado uma quedas das venda no 3º trimestre em 0,2% ou dois milhões de reais, para 841,6 milhões (230,7 milhões de euros).

Assim, enquanto no 3º trimestre a operadora subiu a sua participação nas vendas totais do grupo em 1,1 pontos para 62,9%, Rextur Advance e Submarino Viagens baixaram na mesma proporção, ficando em 37,1%.

Esta tendência é ainda mais forte no conjunto dos primeiros nove meses do ano, em que a quota de reservas confirmadas por Rextur Advance e Submarino Viagens baixa 2,9 pontos, para 37,6%.

O grupo CVC atingiu nos nove meses de Janeiro a Setembro deste ano 6.480,3 milhões de reais (1.776,6 milhões de euros) de reservas confirmadas, com um decréscimo em 0,7% ou 45,7 milhões face ao período homólogo de 2015, pela queda em 7,9% ou 209,1 milhões na Rextur Advance e Submarino Viagens, para 2.436,1 milhões (667,88 milhões de euros), que não foi totalmente compensada pelo crescimento da operadora CVC, que teve um aumento em 4,2% ou 163,4 milhões de reais, para 4.044,2 milhões (1.108,7 milhões de euros).

fonte:Presstur

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