Como escolher a escolinha

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Chega para todas as mães o momento da primeira importante separação do seu bebê. Para muitas famílias este momento coincide com a escolha de uma escola infantil ou creche, lugar onde o pequeno passará um bom tempo com outras crianças e outros adulto que cuidarão dele.

A escolha da escola infantil é um processo delicado e cada mãe muitas vezes vivencia um conflito interior: a pressão para voltar logo trabalho é forte, assim como a certeza de que ninguém vai poder cuidar do bebê melhor que ela. Claro, mãe é mãe, mas para facilitar o processo de adaptação é preciso confiar na escola escolhida e na capacidade do seu filho se adaptar e ficar muito bem também sem ela! Este ponto às vezes é difícil de aceitar, mas realizar isso significa que a mãe fez um bom trabalho criando um porto seguro, uma sólida base emocional para o nenê poder sair e explorar o mundo, sabendo que sempre vai podendo voltar no seu primeiro e maior objeto de amor, sua amada mamãe!

Na minha experiência de professora, pedagoga e mãe, vivenciei muitas adaptações. Existem crianças que se adaptam com extrema facilidade, e outras que atravessam em crise o longo percurso, mas garanto que todos se adaptam, cada um no seu tempo e no seu jeito. Na maioria das vezes, o bebê chora no momento da separação com a mãe, para depois, em poucos segundos de sua saída, brincar alegremente!

Para as mães é difícil lidar com a separação, especialmente se o filho chora e grita “mamãe, mamãe!”. Aí o sentimento de culpa vem à tona, deixando dúvidas sobre tal escolha. Eu também passei por isto, apesar de eu ter o privilégio de trabalhar na mesma escola em que deixo minha filha. Essa escolinha utiliza o método Waldorf, o qual conheço bem, amo e confio, e lá tenho a oportunidade de fazer aquilo que cada mãe, após deixar seus filhos na escolinha, gostaria poder fazer: espiar o filho durante o dia e testar o quanto  eles se sentem bem. E mesmo assim é igualmente difícil, ainda não paro de me questionar. Coração de mãe é assim mesmo!

Vamos ver então algumas indicações para vivenciar esse momento de uma forma mais natural e tranquila possível:

É bom começar com antecedência a visitar escolas, e se precisar, deixar já uma pré-inscrição naquele que gostamos mais. Durante a visita, prestar bem atenção nas suas sensações, pois cada mãe possui um instinto materno que faz reconhecer quando um lugar é bom para o seu filhote ou não.

Mantendo o foco nas sensações (qual emoção surgiu? sente frio na barriga ou calor? se sente relaxada ou tensa?), fazer a sua visita prestando atenção nos seguintes itens:

  • estrutura física, espaço interno e externo: o ambiente é bem cuidado? Existe espaço para o livre brincar e para o contato com a natureza? Salas de aula são sob-medidas para bebês e respeitam suas necessidade? Tem cabana para a criança ter sua privacidade? Tem um cantinho fofo para descansar? Brinquedos: Que tipo de brinquedo são? Só plástico ou também de outros materiais, como madeira? São de personagens da Disney? Tem panos e brinquedos menos estruturados? Os brinquedos são cuidados, arrumados, ou velhos, quebrados e jogados? Imagine seu filho brincado sozinho naquele local.

 

  • professora na sala: como é a sua postura? Autoritária ou acolhedora? Senta no chão ou no mesmo nível das crianças ou está fisicamente separada em uma mesa ou cadeira para adultos? Como é seu tom de voz? Fala baixo ou grita? Como é seu olhar? Olha nos olhos quando fala com as crianças? Sorri ou se mantém séria? Brinca ou só manda? É uma pessoa alegre ou séria? Parece empática e amorosa ou fria e distante?

 

  • coordenadora pedagógica/diretora: é presente na escola todos os dias ou só alguns? Pergunte para ela qual é a pedagogia inspiradora da escola. É ela mesma que treina a equipe? Existe um plano de formações para os professores (este assunto é muito importante, uma boa equipe de professores precisa ser bem treinada e ter possibilidades de fazer trocas)? As professoras se reúnem semanalmente para fazer reuniões pedagógicas? De quanto em quanto tempo ela e as professoras trabalham lá (por exemplo, um alto índice de turn over não é um bom sinal)? Ela atende individualmente os pais? Existe uma psicóloga ou terapeuta que atende às famílias? Como é o período da adaptação e quanto tempo dura? Parece uma estrutura rígida ou flexível? Quantas reuniões com pais se fazem por ano?

 

É bom lembrar que uma boa escola não se ocupa só com as  crianças, mas também com os pais!

Se observamos a escola focando atentamente para esses itens, e ela nos agradar, significa que estamos no caminho certo!

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