Cidadãos começam a recorrer a veículos e casas partilhadas

As novas formas mobilidade, alternativas aos meios convencionais, identificam cidades inteligentes. Pataformas de partilha de alojamento ganham expressão.

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Bicicletas, motos, automóveis partilhados. São novas alternativas para a mobilidade, em particular nas grandes cidades. As bicicletas partilhadas da EMEL chegaram a Lisboa durante o Verão, as scooters da eCooltra no início do ano. Outras regiões já têm igualmente equipamentos deste tipo, como é o caso de Leiria que acaba de disponibilizar uma solução para os estudantes do Politécnico.

“Os sistemas de transporte convencionais (autocarros, metropolitano comboio) e todas estas novas iniciativas de sistemas de transportes partilhado (bicicletas, scooters e automóveis) são ofertas que se complementam e combinam, e será certamente por essa via que as pessoas irão reduzir a sua necessidade de transporte individual na cidade”, assegura Luís Natal Marques, presidente da EMEL.

Entre polémicas de dados roubados e de questões jurídicas relacionadas com a inovação do projecto,, também a Uber, um serviço de transporte de pessoas em carros particulares, que funciona graças a uma aplicação, se vai afirmando. Os Estados-membros “podem regulamentar as condições de prestação desse serviço” nesse âmbito. Em reacção a esta tomada de posição, fonte oficial da Uber refere que “esta decisão não vai mudar a situação na maioria dos países da União Europeia onde já operamos de acordo com as leis de transporte”. A mesma fonte assinala que, apesar desta situação, “milhões de europeus ainda estão impedidos de usar aplicações como a nossa. Como o nosso novo CEO referiu recentemente, é necessário regular serviços como a Uber e por isso vamos continuar o diálogo com as cidades em toda a Europa”.

Entretanto, as bicicletas estão a ganhar mais adeptos. Se por um lado o aumento das vias dedicadas e partilhadas tem vindo a aumentar, também as plataformas partilhadas têm vindo a surgir.

É o caso do projecto “Gira” da EMEL, em Lisboa, e do U-Bike, em Leiria. “A Gira, no contexto da cidade de Lisboa, pretende afirmar-se como mais uma opção de mobilidade que os seus residentes e visitantes (trabalhadores ou turistas) têm para responder às suas necessidades”, diz Luís Natal Marques. A EMEL está igualmente aberta a estabelecer parcerias com outros operadores e meios de transporte, considerando o objectivo final de disponibilizar uma experiência única de mobilidade aos seus clientes”.

As scooters também já se veem por todo o lado na cidade. Em Leiria, a operação U-Bike “também quer contribuir para a promoção de comportamentos favoráveis à redução da utilização do transporte individual motorizado nas comunidades onde se inserem os seus pólos” refere informação disponibilizada pelos promotores da iniciativa. “Outro objectivo é tornar mais atrativos os seus “campi” com a redução da pressão dos veículos motorizados”. Além disso, quer contribuir para a valorização das “respetivas regiões com a promoção de mobilidade mais amiga do ambiente”

20% dos europeus aluga casa através de plataformas online

As plataformas de partilha de alojamento através da Internet, entre as quais a Aribnb será a mais mediática, já são utilizadas por um em cada seis cidadãos da UE. A informação foi avançada esta semana pelo Eurostat que assinala ainda que 8% das pessoas reservaram serviços de transporte através da internet.

Segundo a Eurostat, 17% das pessoas na União Europeia conseguiram encontrar alojamento (quarto, apartamento, casa, etc.) junto de outros particulares, através de web sites e apps de outros. A maioria deles utilizou aplicações ou sites dedicados, mas outros sites e aplicações (como redes sociais) também contaram com a sua quota parte na facilitação dessas actividades. Estes serviços peer-to-peer integram a chamada economia colaborativa ou partilhada.

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