Blockchain e a revolução na compra e venda de energia e matérias-primas

0
137

Last but (definitely) not least, os analistas do Citi destacam a revolução que a tecnologia do blockchain pode trazer para o comércio de energia e matérias-primas. Por partes: o blockchainé a tecnologia que está na base de moedas digitais como a bitcoin, sendo que até mesmo quem considera a bitcoin uma “bolha” ou uma moda reconhece que a tecnologia que viabiliza as criptomoedas pode ter um impacto enorme na negociação de outras coisas. Ou seja, mesmo quem desconfia das moedas digitais como armazenador de valor — é isso, afinal de contas, que é o dinheiro — admite que a base das criptomoedas pode aplicada em variadíssimos setores.

A novidade do blockchain é que, em vez de haver um registo centralizado (e, normalmente, fechado) das transações de algo, dominado por uma empresa terceira (como um banco) a tecnologia introduz um registo (ledger) partilhado e aberto, em que ao mesmo tempo que se participa num dado mercado também se está a contribuir para garantir que é possível saber, a cada momento, quanto é que cada um tem de algo. Não é preciso o envolvimento de terceiros que, porque confiamos neles, são encarregues de garantir a validação e o registo das transações.

Ora, este tecnologia pode ser revolucionária na negociação de eletricidade e de matérias-primas, de um modo geral. Hoje é comum haver pessoas e empresas que, ao mesmo tempo que são consumidores de energia, também são produtores (vendendo os excedentes recolhidos, por exemplo, pelos seus painéis solares). Precisamos, contudo, de alguém que faça esse mercado, que junte vendedores e compradores e garanta que as transações decorrem normalmente e que ninguém vende o mesmo kilowatt duas vezes, por exemplo.

Booking.com

Deixe uma resposta