Avião com jogadores da Chapecoense a bordo cai na Colômbia

Entre os sobreviventes estão Alan Ruschel, Marcos Danilo Padilha, Jackson Follmann e uma comissária

0
547
Imagem mostra jogadores se preparando para a decolagem do avião que caiu nesta terça-feira (29) Reprodução/Facebook

O avião que transportava o time de futebol do Chapecoense sofreu um acidente na Colômbia. As informações iniciais davam conta de 76 mortos e cinco feridos. Entre os sobreviventes estão Alan Ruschel, Marcos Danilo Padilha, Jackson Follmann e uma comissária. A rádio colombiana “Caracol” informou que, com o amanhecer na zona do acidente com o avião da Chapecoense, as equipes de resgate encontraram mais um jogador vivo. Seria o zagueiro Hélio Zampier Neto, que tem passagem pelo Santos.

O avião da companhia aérea Lamia que levava o time catarinense caiu na madrugada de hoje (29/11), com 81 pessoas a bordo, sendo 72 passageiros e 9 tripulantes, entre os municípios de La Ceja e La Unión, na Colômbia. Segundo o controle aéreo da região, o avião informou ter sofrido uma falha elétrica. O piloto chegou a esvaziar os tanques de combustível antes da queda.

Mudança de voo

A delegação da Chapecoense teve de mudar seu voo para Colômbia na segunda-feira (28) por uma decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que impediu a viagem para Medellín em um voo charter, por isso a time teve de embarcar no avião comercial que se acidentou pouco antes de chegar na cidade colombiana.

Mudar de avião e deixar a cidade de São Paulo duas horas depois do previsto pelos diretores do clube catarinense foi o início de uma tragédia cuja sua verdadeira magnitude ainda é desconhecida.

A Chapecoense jogaria na quarta-feira (30), em Medellín, a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Nacional de Medellín, e pretendia viajar para a cidade colombiana em um voo fretado, que não foi autorizado pela ANAC.

Os diretores da equipe catarinense mudaram a programação e fizeram conexão para a Colômbia a partir do Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em um voo da companhia aérea LaMia.

A aeronave tipo RJ85 e matrícula CP2933, com nove tripulantes e 72 passageiros, era aguardada no Aeroporto Internacional José María Córdova, em Medellín.

A comissão técnica da Chapecoense, comandada pelo técnico Caio Júnior, tinha planejado chegar na madrugada desta terça-feira ao hotel e treinar horas depois no estádio Atanasio Girardot, local da partida, o compromisso mais importante da história do time catarinense fundado há 43 anos.

O presidente do Nacional de Medellín, Juan Carlos de la Cuesta, disse estar consternado com a notícia e ao lado de outros diretores do clube seguiu para o local do acidente.

No Brasil, o presidente Michel Temer lamentou a tragédia com a equipe de futebol e decretou luto oficial de três dias pela tragédia aérea com o time da Chapecoense na Colômbia.

O governo de Santa Catarina lamentou hoje (29) o acidente aéreo que fez vítimas entre a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulação. O avião seguia para Medelin, na Colômbia, onde seria disputada a primeira final da Copa Sul-Americana, e caiu no município de La Ceja, já nas proximidades de seu destino.

“O governo de Santa Catarina lamenta profundamente a tragédia com a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulação do voo. Solidariedade às famílias”, publicou em sua conta no Twitter.

Equipe de futebol da Chapecoense viajava para a Colômbia para disputar a Copa Sul-Americana (Foto: Fernando Remor/EFE)
CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu oficialmente o segundo jogo da final da Copa do Brasil, que aconteceria nesta quarta-feira (30), por conta do acidente com o avião da Chapecoense. Mais informações sobre o duelo entre Grêmio e Atlético Mineiro serão dadas ao longo do dia.

(com Estadão Conteúdo, Agência Brasil, Agência Ansa e EFE)

Booking.com

Deixe uma resposta