Ana Mendes Godinho: “Já temos 59 novos congressos para 2018”

As escolas do Turismo de Portugal vão voltar a abrir portas a startups do setor para que testem as suas ideias. A secretária de Estado do Turismo explicou ao DN/Dinheiro Vivo como vai ser.

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Temos 170 nacionalidades presentes na Web Summit, o mundo todo a olhar para Portugal. É ouro sobre azul para o turismo?

Não podia haver melhor. Estamos a mostrar o que Portugal tem de melhor, o que deixa deslumbrado quem nos visita. O principal desafio de Portugal sempre foi dar-se a conhecer, permitir que as pessoas provem Portugal. Sabemos que, uma vez que experimentem, ficam completamente fidelizados ao destino. Temos aqui uma montra ótima para mostrar o país, a nossa inovação, as nossas startups, e a dinâmica que existe cá no empreendedorismo. Aproveitando, claro, para dar a conhecer um bocadinho quer da cidade de Lisboa quer do país.

Também é palco para a inovação no turismo?

É um palco fantástico para mostrar o que estamos a fazer. Nós neste ano temos em curso um programa de inovação no turismo que envolve incubação, inovação de empresas… Já 250 startups foram abrangidas neste ano por este programa. Apresentámos os Open Labs, que no fundo são uma porta aberta das escolas de turismo. As 12 escolas de turismo vão passar a ter as suas instalações ao serviço da inovação e das startups de turismo para de-senvolverem negócios.

Já há objetivos a cumprir ou ainda é um projeto-piloto?

É um projeto-piloto. Neste momento já avançámos com o grupo Metro, que tem a Makro envolvida. E o programa de aceleração do grupo Metro vai estar associado a este programa dos Open Labs.

A que nível é feita esta parceria?

Ao nível do teste de produtos. As próprias startups portuguesas de turismo que fizerem parte deste programa nas escolas de turismo estarão depois associadas a este programa de aceleração da Makro. Assim pomos a indústria a trabalhar com a inovação de uma forma acelerada. A par disto temos também um fundo de capital de risco de 500 milhões disponível para apoiar startups. Queremos que esta informação chegue às startups e que saibam como usar este tipo de mecanismos que existem e estão disponíveis. Produtos inovadores, mas também pensar em algo que ainda não é feito, como a dinamização de produtos turísticos no interior, que é até onde a grande exigência da inovação está. Ajudar de alguma forma a acelerar o desenvolvimento das regiões que mais precisam.

Como tem sido a procura?

Tem sido interessantíssimo. Em 2015 tínhamos 2500 empresas de animação turística e neste ano estamos já com 5000. Isto mostra que temos cada vez mais jovens a desenvolver experiências para no fundo acrescentar valor à oferta e é também esta dinâmica que está a permitir que o turismo esteja a crescer cada vez mais em termos de valor. Sugiro que as pessoas vejam estas empresas que estão a aparecer como um conjunto de experiências completamente únicas muito associadas à nossa natureza, território, gastronomia, aos vinhos…

O que espera encontrar nesta feira?

Efervescência e um estímulo permanente à inovação que não nos deixa estar parados.

A captação de congressos é uma aposta ganha para Portugal?

Esta é uma oportunidade fantástica para mostrar o país e sabemos que quem vem para um congresso regressa normalmente para ficar mais tempo como turista. Neste momento já temos 59 novos congressos para 2018 precisamente no âmbito do programa para captação de eventos corporativos e congressos e é uma forma de as pessoas experimentarem Portugal.

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